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"E fazer do meu sorriso um abrigo..." [entries|friends|calendar]
Carol Brambilla

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Todos os caminhos me levam a você... [22 Mar 2010|09:23pm]
[ mood | happy ]

Quando você vai, leva meu chão. Porque eu posso até passar vários dias aqui, fingindo que tudo na minha vida está bem, mas é só quando você vem que eu me sinto segura de verdade. Aí chega o domingo... você volta pra sua casa, me deixa sozinha na multidão e eu fico de novo sem esperança.

É estranho como ter você por perto me traz estabilidade. Você me dá esse conforto e eu sei que, se tudo for mal, tenho seu colo pra deitar, seu encaixe pra dormir, sua mão pra segurar. E me orgulha saber que construímos tudo isso ao longo do tempo, entre risos e choros (este mais da minha parte, claro).

Hoje fiquei triste, imaginando quando é que vamos passar essa fase e vivermos definitivamente juntos. Mas pensei tão mais profundamente que o sentimento logo se transformou em alegria. Eu te encontrei e isso já basta! "Sortuda" não se encaixaria melhor do que ABENÇOADA. É assim que eu me sinto por ter você.

E fico pensando no quanto mudei desde que te conheci. Você me ensinou a ser mais prática, menos dramática, mais justa. Você me mostrou que vale a pena ponderar antes de aceitar e acreditar em qualquer coisa que chega nas minhas mãos. É verdade que talvez você tenha me mostrado um mundo mais dolorido, mas me mostrou um mundo de verdade. É isso que não tem distância que atrapalhe.

Graças a todos os seus chacoalhões, graças a todas as verdades que você já disse sem que eu quisesse ouvir, graças ao seu jeito até rude muitas vezes é que eu sou melhor hoje. Por isso, só queria dizer que me sinto completa por ter alguém como você, com todas as qualidades e defeitos que sua personalidade forte traz.

É você que eu quero pro resto da minha vida.
É com você que eu quero construir uma família, com a maior certeza de que não existe alguém melhor pra fazer isso comigo.
É por você que eu tento ser forte.
É em você que eu penso quando conquisto alguma coisa e é em você que eu penso na derrota, porque é em você que eu me acalmo.

 

Então continue sendo meu namorado, minha fortaleza, meu companheiro, meu amigo, meu norte, minha alegria e até minha tristeza. E não deixe nunca de ser minha metade.


"Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você."
(Vinícius de Moraes)

 



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O que não me acrescenta, não me faz falta. [14 Jan 2010|12:06am]
[ mood | content ]

Não sei porque as vezes as coisas tomam esse rumo. Não gosto de ficar de climão com as pessoas, mas também não sei conviver com certos tipos de defeitos. Não dá pra deixar de ser tão próxima, mas continuar com educação? Pelo jeito não.
Eu não quero mais amizade com pessoas que me fazem mal e isso não me traz nenhum desconforto. Se os gênios não batem, não tem problema nenhum parar de frequentar minha casa ou parar de te contar minha vida. Mas oi e tchau, minha gente, não mata ninguém e ainda mostra maturidade.
É por isso que eu tento, acima de qualquer postura esnobe, continuar dando boa tarde. Justamente pra não me equiparar a esses comportamentos com os quais não concordo.
Eu me basto com os amigos que considero de verdade. Tenho pessoas importantíssimas ao meu lado, que me dão valor na mesma proporção em que os considero e, principalmente, que são estáveis em seus temperamentos, o que é muito importante pra mim. Deus tem me ensinado que não é preciso implorar atenção de ninguém, porque, na verdade, quando se chega a esse nível, é porque não é amizade. Além disso, também aprendi desde cedo que Ele fecha uma porta, mas abre três janelas. Afasta um "amigo" e te dá outros dez.
O fato é que não tenho mais 12 anos e não preciso virar a cara pra alguém quando descubro que aquele tipo de companhia não é pra mim. Muitas coisas foram esclarecidas na minha cabeça nesse ano que passou. Uma delas é que alguém que mede minha oração, por exemplo, não me acrescenta em nada e, concordo com o ditado: não me faz falta. Mas bom senso e educação é (ou devia ser) pra todos.
O que importa é minha consciência, o Espírito Santo de Deus, que me mostra quando estou errada e me faz voltar atrás. Agora, a única coisa que tenho visto é que estou no caminho certo e, definitivamente, não preciso destruir meu orgulho. Isso porque demorei, mas aprendi: ele não existe.

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Tá foda!!! [11 Jan 2010|12:16am]
[ mood | melancholy ]


De novo e de novo. Agora entendo quando alguém diz alguma breguice como "foi embora e levou um pedaço de mim". Simplesmente porque não tem outra explicação pro vazio que fica.
Tento me distrair com outras coisas, mas a cabeça tá longe. Mais especificamente em Toledo, na nossa cozinha apertada, no iogurte que eu deixei pela metade, na escova de dente que eu esqueci de propósito.
Queria poder te olhar de hora em hora na madrugada, pra perceber que você não caiu da janela. Queria poder te esperar chegar do trabalho, nem que fosse pra te forçar a assistir Dalva e Herivelto deitado no meu "trábi".
Também tô triste sem você aqui!

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And here we go again... [20 Dec 2009|12:54am]
[ mood | disappointed ]

Dá uma coisa esquisita. Passei uma semana lá e parece que fiquei um mês. Mas não passou devagar porque estava ruim. Isso é que é estranho. Me acostumei a olhar pro lado e vê-lo ali, a dormir de mãos dadas, a acordar com abraço, a fazer planos pro jantar, nem que fosse pra usar a caixa do microondas como mesa. Agoro volto e fico assim, sem ninguém que me cubra de madrugada. Como é bom parar pra refletir (ou nem tão profundamente assim) e ter a certeza que encontrei a pessoa certa. Pode reclamar dos meus cabelos espalhados no chão! Eu quero é estar junto. Ficou vazio de novo e olha que você ainda está aqui. Estou sentindo falta por antecipação e olha que vou pra lá de novo em poucos dias. Quero estar junto sempre! Não vejo a hora de tudo se acertar pra ser definitivo. Adorei "Toled"! Quero viver lá com você e nem ligo de me dividir com esforço entre o tanque e a cozinha. Eu quero o lago, eu quero o rodízio de R$20 (:D), eu quero o vento, o Zero Hora, o Filezão. Eu quero seu sorriso, seu abraço, sua atenção. Não de 15 em 15 dias... Vai ser difícil agora acostumar sem você.

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Mal começou e eu já estou com saudade... [16 Nov 2009|08:40pm]
[ mood | happy ]

Uma vez eu escrevi que contava os dias pro dia em que os dias seriam contáveis. Finalmente o vejo chegando. Agora me parece que vamos poder planejar, pensar, calcular, sonhar concreto e não mais abstrato. E isso, infelizmente, só não me fortalece mais por causa dessa estrada, literal, que vamos passar a atravessar. Pra ser exata, quero os 283km de estrada.
A sensação é de que jogaram todos os sentimentos possíveis num liquidificador. Um copo cheio de alegria, uma garrafa de admiração, uma xícara de sonhos, mas com uma pitada de insegurança (só porque ele odeia essas analogias! Há!). No todo, ninguém vê que faz diferença, mas quem tem o paladar e os sentimentos à flor da pele como eu, percebe... nem que for na hora de dormir.
Não caiu a ficha, mesmo com toda a previsibilidade que existia. Agora, de fato, começa a era do chororô no skype, da ânsia de vômito no ônibus, do sair sozinha quando todos estão acompanhados, da folha do calendário. Começa a era da saudade. Mas que orgulho sentir essa saudade! Só Deus sabe o quanto esperamos por isso...
Como não podia deixar de ser, eu sofro na hora errada. Mas tenho não só a alegria da realização dele, mas também o consolo de que tão mais perto está a hora de eu ficar do lado de lá de uma vez por todas. O consolo de que muito em breve escreverei que cheguei ao fim dessa estrada e que agora o boa noite na mesma cama não é só de finais de semana de visita.
Nossos sonhos agora nos pertencem. Aquelas vitrines estão a um passo de pertencerem a mim. A felicidade me consome e, finalmente, não tem explicação. Está chegando o dia de dizer tchau pra ele. E de dizer "bem vinda!" à vida nova.

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Cazuza! [01 Aug 2009|01:43pm]
[ mood | crazy ]


"Quer saber o que eu penso? Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louco, estranho, lindo, chato! Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração? Desculpa, nada é pouco quando o mundo é meu. O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza que esta sempre se pondo, indo embora. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói!" [CAZUZA]

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Dá um tempo!! [28 Jul 2009|12:09am]
[ mood | tired ]

Mas é cada coisa que me aparece!  Odeio esse vai-e-vem!
Agora a Surya sou/somos eu/nós. Tá, vou falar só de mim e da minha experiência de bom senso.
Eu tenho noção, certo? Eu lutei, certo? Eu fui atrás mais de mil vezes, certo? E você é que respondeu mal ou foi indiferente, ok?
Agora não vem se fazer de coitadinha não. Já faz muito tempo que isso tá resolvido pra mim. E aliás, pra você também e todo mundo sabe disso. Agora acontecem alguns eventos e vem dizer que ficou pra trás?
A culpa não é minha/nossa/deles/delas ou de qualquer outro nome que não seja "sua". Dá um tempo pra minha cabeça!

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Mimar: atrair com agrados [22 Jul 2009|09:55pm]
[ mood | disappointed ]

Não dá pra entender tanto egoísmo. Essas coisas não deveriam ser hereditárias, muito menos usadas como desculpa pelos erros alheios. Dá pra prestar mais atenção no verbo "ceder"? Eu cedo, tu cedes, ele ced... ops, ele não cede.
A música-tema é "mal acostumado", mesmo que ninguém mais saiba quem é o Ara Ketu. Não entende que eu sou chorona mesmo e que isso nunca vai mudar, não entende que um dia era óbvio que isso ia acontecer e que eu também ia reivindicar meu espaço. Não entende principalmente que eu não quero ser um pau-mandado e muito menos ter um do meu lado.
Isso tudo tá parecendo uma montanha russa. O começo foi o momento que precisava de grandes adaptações, já que eu não compreendia uma série de defeitos. Beleza, passei por cima. Há pouco estávamos no alto e as mudanças me faziam rir e jogar na cara de mil pessoas que eu já tinha avisado que era só questão de tempo pra melhorar. Agora me vejo catando coquinhos na descida e tentando entender se ele nunca deixou de ser anti-social ou se resolveu voltar a ser sabe Deus porquê.
Tô cansada de engolir desaforo e de ter que fazer o que não quero mas não ter o mesmo retorno quando é minha vez de ser agradada. Uma coisa que você faz para outra pessoa não exclui todas as posteriores, mesmo porque milhares de outras situações vão te exigir um bom comportamento e isso é normal. Não porque alguém manda em outro alguém, mas simplesmente porque é assim que as pessoas convivem e são felizes.
Saudade do tempo do "mimar você".

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Leite derramado [22 Jun 2009|10:44pm]
[ mood | calm ]

É tudo muito estranho. Com uma, tudo volta ao normal numa rapidez inacreditável. Com outra, a dificuldade é que é imensa. Como eu sou a mesma, o óbvio é que o problema não é comigo.
Não entendo como nem porquê, mas está assim. Escolha dela. Sinto que agora chegamos ao ponto que ela sempre sonhou: não estamos brigadas, mas também não somos amigas. Fingimos uma civilização que não existe. Somos garotinhas hipócritas (eu queria dizer "falsas", mas achei muito pesado).
É, porque os diálogos só faltam ser grossos: já são quase inaudíveis de tão curtos.
Depois de tantas coisas acontecerem é que percebi. Não existe essa história de "quero ser amiga dela". Eu nem fui atrás; os outros é que trataram de me dizer todas as coisas que ela disse e tudo o que pensava de mim. Ela mesma se encarregou de montar o quebra-cabeça das minhas idéias e me mostrar o que eu já imaginava.
Incrivelmente, eu estou de boa. Não vou errar de novo e me tornar mais uma vez insuportável. Não vou perguntar se está acontecendo alguma coisa nem vou tentar salvar qualquer resquício de amizade. Afinal, ir atrás desse jeito irrita de tal forma que jogar tudo fora se torna, pra ela, uma tarefa especialmente fácil. Um alívio até.
Eu não sei, penso diferente. Nunca gostei de coisas mornas. Só que dessa vez não vou ser eu a responsável por ferver (e derramar) o leite.

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Semelhança não é mera coincidência [26 Aug 2008|01:58pm]
[ mood | confused ]

"Tough, you think you've got the stuff
You're telling me and anyone
You're hard enough

You don't have to put up a fight
You don't have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight

Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone..."

(SOMETIMES YOU CAN'T MAKE IT ON YOUR OWN - u2)

Ok. Entendi.

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Chacrilongos [21 Aug 2008|03:14pm]
[ mood | irritated ]

Como assim uma barrinha de cereal tem mais calorias do que um salgado da cantina? E como assim eu poderia trocar facilmente o trident por um pedaço de bolo de chocolate?
Não sei o que acontece com as pessoas. Ou são burras ou estão completamente transtornadas, desavisadas e viraram ETs de Varginha. Uma ainda olhou pra mim e disse "é só ver aqui ó" - me mostrando as calorias atrás da embalagem da barrinha. É, eu olhei... e é menos calórico (e mais saudável, como argumentei) do que um salgado.
Qual o propósito de falar sobre isso? Bem, não sei porquê, mas a maioria das pessoas não fica feliz quando você decide aprender a comer direito. Tentam te convencer de que você já está magra demais (mesmo que sua borda de catupiry esteja totalmente à mostra) e que você é idiota, porque na cabeça delas é um absurdo deixar de tomar refrigerante pra beber suco de laranja, já que este sim tem mais calorias (só esquecem que existe um curso chamado NUTRIÇÃO). Daí também surge aquela história de "nossa, perna malhada é o Ó de feio" bem no momento que você se matricula na academia. Um tempo depois você vê o ser humano citado procurando desesperadamente algum lugar pra fazer musculação e comendo maçã na hora do intervalo - mas maçã não era coisa de gente natureba demais? Eu não acredito em coincidências. Eu acredito em gente chata-cricri-pernilongo.
Detesto quem não sabe respeitar a vontade dos outros. Acho muito pouco provável que essas pessoas realmente queiram comparar um chiclete com um bolo. É sempre num tom cínico e arrogante que dizem esse tipo de coisa... não como se realmente acreditassem no que estão dizendo, mas pra tentar mesmo fazer você achar que é um ridículo. "Alimentos naturais, iogurte e mamão? ECA!". E tem essa ainda, de fazer cara de nojinho pra algo que VOCÊ gosta.
Não é muita falta de educação?
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Paulina Bracho [31 Jul 2008|02:09pm]
[ mood | confused ]

Eu admito não ser a pessoa mais fácil de se lidar no mundo, mas tem uma coisa que eu aprendi nos últimos anos: aceito críticas. Posso muitas vezes até não concordar, mas não acho, só porque alguém quis me dar um toque sobre algo que julga errado, que o mundo acabou, que todas as pessoas me odeiam, que sou o pior dos seres humanos no planeta.
Também não fico de cara amarrada, nem sou grossa. Ouço com atenção (afinal, se a pessoa chega ao ponto de te falar algo que não gosta em você, é porque a incomoda) e tento filtrar o que há de melhor naquilo.
Não passo o resto dos dias me torturando: se eu acato o que foi dito, tento melhorar; se não concordo com uma palavra sequer, esqueço. E esqueço de verdade: trato a pessoa com normalidade e não fico de cara feia por um mês.
Isso tem me incomodado, mas talvez o erro seja meu. Eu sei criticar com naturalidade, afinal de contas, qual o problema em falar pra alguém com quem se tem intimidade algo que não anda às mil maravilhas? E falo isso porque gosto que as pessoas me dêem um toque quando não estão totalmente a vontade com a minha maneira de agir. É imprescindível que isso aconteça quando você precisa conviver com alguém durante muito tempo, certo? E continuo defendendo isso na minha casa, no meu namoro, com as minhas amigas. Podem me descer a lenha e falar tudo o que pensam estar errado, de verdade! E é por essa abertura que eu dou que não admito quando é minha vez de criticar e sou vista como vilã.
Apesar de ter assistido "A usurpadora" com muito gosto (já falei que achava o Carlos Daniel um gato? haha), não suporto draminhas. Se fui grossa, você tem todo o direito de proclamar que "oh, o mundo é cruel", mas se eu tento falar numa boa porque gosto de você e quero tentar preservar o relacionamento, me mira... mas vê se me erra tá?

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Como uma onda [28 Jul 2008|11:21pm]
[ mood | exhausted ]

Eu sinto amor, raiva e dó, tudo ao mesmo tempo. Três sentimentos totalmente diferentes. Sinto em contrariar a teoria que diz que retas paralelas jamais se encontram. Na verdade, há uma vertente que afirma que se encontram no infinito: e acho que é lá que eu estou agora.
Ah, esses olhinhos pequenos! Quantas coisas escondem a característica tão espanhola! Eu queria apoiar, gostaria de entender, demonstrar. Se eu pudesse, quebrava as barreiras, mudava o mundo! Viraria a atleta vencedora dos 100 metros rasos com obstáculos. Mas como é difícil não saber o que se passa "atrás dos óculos e do bigode"...
Sinto por esses olhos não estarem só literalmente fechados. Há tanta vida lá fora, não? E aqui dentro... bom, "aqui dentro sempre como uma onda no mar"...

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Pela fé [25 Jul 2008|04:57pm]
[ mood | relaxed ]

Voltei a ser o centro das atenções. É só aparecer alguém novo pra que a história seja repetida (com todas as lágrimas que se tem direito, por sinal). O drama também não deixam de fora, assim como os milhares de cutucões. Não perdem uma oportunidade!
Mas fico feliz comigo mesma, por outro lado. Se fosse há um tempo, não tenho dúvidas de que eu ficaria constrangida e magoadíssima. Não que eu não tivesse certeza antes, mas agora eu tenho, além dela, uma tranquilidade inexplicável. Saio de perto e pronto, vivo normalmente minha vidinha. Afinal de contas, "não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos".
Tsc tsc tsc. E eu que dizia que Deus não mandava fax...

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É o fim da rosca!! [23 Jul 2008|01:44pm]
[ mood | blank ]

Agora eu entendo o motivo de as mulheres implicarem tanto com o futebol-santo-de-cada-dia de seus parceiros. O problema não é a pelada em si, muito pelo contrário. É até agradável conviver com a idéia do esporte e da saúde na vida dele, afinal, isso reflete em benefícios pra você mesma: corpo sarado, mente sadia e bom humor (caso o time dele ganhe, claro!). O problema é o que surge quando vários homens se juntam. Acreditem: conversa boa não sai dali, minha gente!
Pude constatar isso segunda, quando o meu digníssimo voltou do jogo (e do churrasco que acontece após o jogo, de 15 em 15 dias) me contando todos os papos (imagino que isso seja, pra eles, um pouco de "falta de ética", mas eu gostei! :X). É um vuco-vuco de hormônios masculinos que parecem não estar em baixa nem para o mais idoso do grupo (e imaginem: o mais novo, fora o meu, deve ter uns 50 anos)! Ali, no meio daquela euforia, eles são capazes de contar as coisas mais bizarras como se fossem normais. Assunto predileto: mulher (leia-se objeto sexual), claro. Eles traem e acham que é bonito ser feio, além de contarem detalhes que, definitivamente, ninguém merece saber. Incentivam o SEU namorado a acatarem a idéia, o que, de fato, foi o que mais me deixou furiosa.
Tudo bem que eu tô fazendo um certo drama, mesmo porque jamais reclamaria ou tentaria proibir a atividade que ele mais gosta (e admito, gosto da idéia de ele ter as coisas dele pra fazer e não ser do tipo namorado-carrapato). Eu confio nele de olhos fechados e sei que, óbvio, ele não vai numa Zona de 5ª categoria num domingo a tarde só porque os velhotes metidos a garanhões (rola uma mágoa mesmo, e daí? hahaha) incitam. Se tem uma coisa que ele não é, é Maria-vai-com-as-outras. Mas não posso negar que é incômodo o fato de esses homens, só por serem mais velhos, olharem pra minha cara e pensarem que eu não mereço respeito. Porque, lógico, se eles querem convencê-lo de que ele é novo e deve aproveitar a vida (se é que sair com puta num mundo de hoje, cheio de mulheres fáceis, é divertido), no mínimo não me respeitam. Bom, o que mais eu poderia esperar deles, que não respeitam nem as próprias mulheres, não?
Nós, sexo feminino, não temos essas coisas! Não de não trair ou coisa do tipo, porque isso existe sempre (e mulher até esconde melhor!), mas eu falo de colocar lenha na fogueira da outra. É só olhar o que acontece nas reuniões de Luluzinhas ou nos próprios banheiros da vida, nos quais nenhuma lady vai sozinha: o papo sempre gira em torno de maquiagens, sapatos, bolsas, moda, até uma desilusão amorosa aqui, outra ali e óbvio, o esporte predileto: falar mal da vida alheia. Pecado por pecado, eu fico com este último. Porque sério... incentivar a fazer coisa errada é preço que eu não pago.

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Faz dias [19 Jul 2008|05:51pm]
[ mood | sad ]

Eu sempre tomo chá depois do almoço. Começou pra facilitar a digestão, que é problemática desde que eu nasci, e perdurou ao longo do tempo, por costume. Na verdade, ainda é bem útil pra me fazer sentir bem: ótimo pro estômago não ficar embrulhado diante das circunstâncias do dia a dia. E tem sido assim: tenho engolido incontáveis sapos com chá.
Fomos nós que convencionamos isso, tacitamente, através do comportamento das partes. Da minha, no mínimo. E o que acontece com os contratos, ainda que não-expressos, quando rompidos? Eu não sei. Eu nunca sei. Mas e você, que trata disso diariamente, será que não percebe?
Eu não sou de devolver na mesma moeda, então jamais vou romper nosso acordo, mesmo que a vontade seja não só de descumpri-lo, mas de extrapolá-lo. O problema é a proximidade, que ao mesmo tempo é vilã e mocinha, que faz ser agradável e desagradável, contagiante e irritante, que traz amor e ódio num paradoxo que excede toda tentativa de entendimento.
Melhor então deixar as excludentes de responsabilidade pro Direito Internacional, não?

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Criança de 5 anos [17 Jul 2008|02:06pm]
[ mood | loved ]

Assim como uma criança de 5 anos, nos tornamos mais donos de nós mesmos, mais reservados. A idade marca o fim e o começo de uma etapa de crescimento e nós sabemos bem o que isso significa.
O nosso mundo é o de aqui e de agora. Passamos a pensar antes de falar. Incrivelmente, aprendemos a aceitar nossa individualidade dentro de uma relação que não existe se não for a dois. Nos tornamos exímios observadores, não só de nós mesmos, mas da nossa relação com o mundo e nos percebemos agora bem mais amistosos.
Uma criança de 5 anos já é capaz de tomar responsabilidades. Também não tenho dúvidas de que a partir desse momento estamos hábeis e preparados a dar mais um passo. Encontramo-nos felizes no nosso mundo, porque nos sentimos satisfeitos conosco e com o nosso ambiente: encontramos o equilíbrio.
Nos agradamos em fazer coisas à nossa maneira, mas atingimos o ápice de também termos vontade de agradar ao outro sem que isso nos deixe frustrados. Nasceu do amor a cooperação, independente do que os outros digam.
Claro, as histórias fantásticas e os exageros continuam. Graças a Deus por isso: sinal de que existe paixão, aquela mesma do começo, que faz tudo ficar bem mais colorido do que realmente é. Que nos ajuda, acima de tudo, a passar por cima do desagradável, do mau humor repentino, das diferenças.
Ao completar 5 anos também fica mais fácil distinguir o real do imaginário e ter discernimento para saber que se está enganado. Nos tornamos realistas e moderados, empreendedores só daquilo que está, de fato, dentro das possibilidades. Usamos, mais do que nunca, a sinceridade e não deixamos pra trás, por causa do tempo, o elogio, o apoio e principalmente o aplauso.

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Boa tarde, filho da puta. [14 Jul 2008|03:30pm]
[ mood | angry ]

Chato esse negócio de "eu avisei" né? Mas é inevitável. Taí pra quem quiser ver e principalmente praquelas pessoas que adoram analisar os outros sem conhecer a causa e julgar mal.
Eu sabia desde o começo. Tenho faro pra essas coisas, desde sempre. Alguns dão o nome de "sexto sentido", mas eu chamo de "Espírito Santo de Deus" mesmo. Filho da puta é filho da puta. Parecem ter uma luz piscando na testa: "Eu sou filho da puta". E eu enxergo de longe, pelo jeito de andar até.
Se bem que, pensando bem, os sinais eram nítidos, pra torcida do Flamengo perceber: gente folgada, mal educada, trambiqueira e FILHA DA PUTA só pode ter atitudes como essa. Mas o que mais me irrita não é isso, porque se o cara admite ser um filha da puta, tudo bem, ele tem meu perdão. O que me tira do sério é gente que se faz de santa, os famosos lobos em pele de cordeiro, como dizem.
Não existe dar chance, deixar pra ver até onde são capazes de ir. Sou da teoria que corta o mal pela raiz, sem dó nem piedade. A confirmação da filhadaputisse way of life acaba de acontecer e, apesar de não gostar nada das conseqüências, é inevitável: eu avisei.

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A vida é dura pra quem é mole! [18 Jun 2008|03:15pm]
[ mood | irritated ]

Tô cheia disso tudo. Gostaria de saber em que momento da minha vida eu me tornei tão forte a ponto de me irritar com a moleza dos outros. Talvez eu devesse ter compaixão, mas tudo o que tenho é verdadeiro pavor dos fracos.
Por alguns minutos eu penso que estaria ficando insensível, mas não. Eu chorei em um filme há poucos dias e ainda morro de dó dos cavalos que puxam carroças pelas ruas de Maringá. Taí. Acho que eu perdi a sensibilidade quanto aos seres humanos, exclusivamente. Ou quem sabe eu tenha deixado meu lado mulherzinha e faço questão dele só pra de ser melosa com o namorado ou na hora de comprar maquiagem.
Eu tenho reparado muito em como as pessoas gostam de ser frágeis, coitadas e cansadas. Em como o peso que elas têm nas costas é o maior do mundo. Pros outros é fácil; pra ela é um tormento. Qualquer um - exceto ela, claro - tem de ser firme, cumprir horários, ter iniciativa e muita vontade. Um escorregãozinho é exagero se a pimenta é nos olhos alheios. O tombo dela, ao contrário, é sempre justificável: já passou por muitas dificuldades na vida, está doente, tem o gênio difícil, esqueceu de tomar o remédio.
Existem coisas pelas quais já sabemos que temos que passar, certo? Se eu faço faculdade, vou ter uma semana de provas chata. Se eu trabalho, tenho pepinos todos os dias pra resolver. Não é difícil entender que não existe escolha. Aliás, existe: ou você tenta passar da melhor forma pelas coisas que a vida dá (e aí eu também sou obrigada a dizer que muitas coisas não foi a vida que deu, mas que assim você escolheu) ou você vai sofrer pra sempre, porque a luta é constante (e como dizem, a verdade é ácida e o kibe é cru!).
Não adianta: força é decisão. É igual quando a pessoa reclama o tempo todo que está gorda, mas não procura uma academia e continua comendo 7500kcal por dia. Conheço pessoas que se escreverem uma auto-biografia vai ter gente achando que é ficção, de tão desgraçada que foi a vida. E o engraçado é que essas mesmas pessoas não cansam de agradecer por estarem vivas e nem precisam de anti-depressivos pra fingirem que se sentem bem. 
O meu Deus é o Deus do impossível. Veja bem: do IM-POS-SÍ-VEL. O viável, meu amigo, Ele deixa pra você. Larga de achar que o mundo acabou e se vira nos trinta!

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Dia dos namorados versão 2008 [14 Jun 2008|05:19pm]
[ mood | loved ]

Daí que eu estava lá, esperando, pra que a gente ficasse um pouco juntos a tarde antes de sairmos pra jantar. Ele me ligou - do celular dele, o que é muito anormal - e, obviamente, o meu não colaborou e pifou antes que eu pudesse ter a oportunidade de falar alô. (Já disse que quando esse aparelhinho do capeta estragar de vez, aposento a vontade de possuir alguma tecnologia). Tentei ligar algumas vezes (tá, tentei ligar MUITAS vezes, praticamente 1475 vezes) e ele não atendia. Vi que alguma coisa estava errada, porque ele tinha acabado de ligar quando eu retornei. Pensei: bateu o carro, tá conversando com o outro motorista pra acertar as coisas, não ouviu o celular ou não teve oportunidade de atender. Pensei tudo isso em frações de segundos, até que resolvi deixar de ser exagerada: se ele tivesse batido o carro, o celular não ia chamar até cair, mas ele ia interromper a ligação pra que eu, desesperada-sem noção, não atrapalhasse a negociação dele com o outro motorista, certo? Liguei de novo e advinhem: ele desligou o celular na primeira chamada. Pensei: ferrou.
Não deu nem cinco minutos e a notícia estava concretizada: "bati o
carro, vai ficar super caro, tô de cara, vou ali me matar e já volto". Mentira, essa parte eu inventei. Mas enfim. Por quê, Deus, hoje? Por que em meio a 365 dias... foi justo hoje, bem no dia dos namorados?
Se tem uma coisa que eu tento ser nesse mundo é compreensiva. Conheço
meu eleitorado e sabia que ele, mesmo não demonstrando - ou demonstrando ao ficar MUITO mais quieto do que o normal - estava extremamente irritado. Perguntei se ele queria que eu fosse lá. Ele repondeu um quase que inaudível "você que sabe". Sim, só eu mesma que sabia que, quando alguma coisa desse tipo acontece, tudo o que ele mais quer no mundo é ficar em casa, deitado no meu colo, recebendo cafuné, no silêncio absoluto. E eu fui. Sem perguntar se ele tava certo ou errado e sem julgar se ele anda correndo demais de carro por aí ou se ele devia prestar mais atenção no trânsito.
Mas eu sabia que era hora de dizer adeus ao nosso jantar, que naquele m
omento se encontrava à beira do ralo. Ele tentou fingir que estava bem pra sair, disse que poderíamos seguir a programação sem problemas. Mas era o nosso dia! Sendo o dia feito pra dois e, estando um na situação em que ele estava, não adiantava nada forçar a barra, nem que fosse pra comer o bacalhau que estávamos com tanta vontade. E eu não fiquei chateada com isso; muito pelo contrário, propus adiar a saída pra um dia que ambos estivéssemos bem pra comemorar.
Fiquei um pouco com ele e depois voltei pra casa pra tomar banho.
Passei no mercado e na locadora e ficamos o resto da noite assistindo "Lost" e comendo lasanha. O engraçado é que consegui, com essa simples compreensão, deixá-lo tão bem que a noite foi mais perfeita do que se tivéssemos seguido o roteiro planejado. Conversamos, demos risada, relembramos outros dias dos namorados e vimos o quanto é bom estarmos um com o outro, independente do lugar. Se por acaso eu achava que, por ser a 5ª vez que passamos a data juntos, não existia mais opção de comemoração, estava redondamente enganada. A opção era a mais simples e cotidiana e estava bem na ponta do meu nariz: ser feliz com as pequenas coisas. Feliz por saber que, como dizia a mensagem que ele me mandou, "só você conseguiria transformar o dia de hoje numa coisa boa". Só nós dois, meu amor. Só nós dois.

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